quinta-feira, 17 de maio de 2012

Seu ciclo menstrual
A menstruação é uma descamação do endométrio (membrana que reveste a cavidade do útero, em vermelho na figura), acompanhada de saída de sangue. Isto ocorre porque os ovários reduzem muito a secreção de hormônios, e estes, por vários mecanismos, reduzem o estímulo ao endométrio, cujas células morrem e descamam. O primeiro dia do ciclo menstrual é o dia em que a menstruação se inicia.
Enquanto o endométrio descama, o hormônio FSH (folículo estimulante) começa a ser secretado em maior quantidade pela hipófise (glândula situada no cérebro), fazendo com que se desenvolvam os folículos ovarianos (bolsas de líquido que contém os óvulos ou oócitos). Perto do 7º dia do ciclo, o FSH começa a diminuir e, com a falta desse hormônio, alguns folículos param de crescer e morrem. Por isso, em cada ciclo menstrual, de todos aqueles folículos que começam a crescer, apenas um se desenvolve e vai ovular.
Durante seu crescimento, o folículo ovariano produz quantidades de estradiol, hormônio feminino, cada vez maiores. Esse hormônio produz aumento da espessura do endométrio, preparando-o para receber o embrião. Também favorece a secreção do muco cervical ("clara de ôvo"), que às vezes flui pela vagina.
Quando a quantidade de estradiol atinge seu máximo, é estimulada a liberação de grande quantidade de hormônio luteinizante (LH) pela hipófise. Algumas horas após, ocorre a ovulação. Como o LH é secretado pelos rins e sai na urina, sua medida na urina pode ser útil para determinar a proximidade da ovulação
.Após a ovulação, o folículo se transforma numa estrutura chamada corpo lúteo, e passa a fabricar, além do estradiol, o hormônio progesterona, que prepara do endométrio para a implantação do embrião. Se a concentração deste hormônio no sangue for baixa, o endométrio pode ser não receptivo ao embrião e não ocorre gravidez.. Ainda não se conhece com toda a precisão o dia da implantação do embrião: parece acontecer de cinco a dez dias após a ovulação. Se não ocorre implantação, a progesterona e o estradiol param de ser fabricados pelo corpo lúteo, seu nível diminue no sangue e se inicia outra menstruação.


 Estou ovulando?

Algumas formas de conhecer o intervalo de dias dentro do qual acontece a ovulação estão descritos abaixo. A precisão e simplicidade de cada um varia, não existindo uma forma de determinar a ovulação com precisão absoluta. A ovulação acontece cerca de 14 dias antes da próxima menstruação. Assim, se os ciclos menstruais tiverem sempre mesma duração (o que é difícil), então será possível prever aproximadamente um período em que a ovulação possa ocorrer.


  • dor no baixo abdomen: dentre as muitas causas de dor, uma delas é a ovulação, especialmente se a dor acontecer mais ou menos 14 dias antes da próxima menstruação.

  • secreção de muco cervical: é a saída, pela vagina, de uma secreção que parece com clara de ovo. Isto acontece, aproximadamente, entre um dia antes até um dia depois da ovulação.

  • temperatura do corpo: perto da ovulação, a temperatura do corpo aumenta em até meio grau centígrado. É preciso, então, tirar a temperatura todos os dias (de preferência antes de levantar-se, pela manhã, colocando o termômetro sob a língua), para saber o dia do aumento. Este aumento pode acontecer, aproximadamente, de dois dias antes até dois dias depois da ovulação.

  • testes de hormônios: existem testes desenvolvidos para detectar, na urina, o aumento do hormônio LH, que precede de mais ou menos um dia a ovulação.


quinta-feira, 10 de maio de 2012

GESTAÇÃO MÊS A MÊS


Gestação mês a mês

Acompanhe as mudanças que ocorrem no corpo da mãe e passo a passo o desenvolvimento do bebê

1º mês

Mudanças relacionadas à mamãe
- maior sonolência
- cólicas no baixo ventre são freqüentes, assim como a vontade de urinar
- intensas alterações de humor
- as mamas aumentam de volume e ficam mais sensíveis

Desenvolvimento do bebê
- o coraçãozinho já bate
- o cérebro é o primeiro órgão a começar a se formar

2º mês

Mudanças relacionadas à mamãe
- pode ocorrer prisão de ventre
- náuseas e vômitos podem surgir, assim com tonturas
- mamilos devem estar maiores e mais escuros
- pode preferir alguns tipos de alimentos ou perder o apetite

Desenvolvimento do bebê
- nesta fase, seu crescimento é rápido e ele facilmente dobra de tamanho
- cérebro, coração, pulmões, fígado, rins e intestinos já estão formados
- seus minúsculos dentinhos começam a se formar
3º mês
Mudanças relacionadas à mamãe
- seu útero já está quase do tamanho de um melão, revelando um pouco mais a barriga
- apetite tem considerável aumento (atenção para o controle de peso)
- alterações na pressão sanguínea (quedas de pressão) causam leves inchaços e podem provocar tonturas

Desenvolvimento do bebê
- seu coração está batendo mais forte e mais rápido entre 140 a 160 bpm
- por ficar envolvido pelo líquido amniótico, o bebê se movimenta bastante
- os primeiros tecidos ósseos aparecem
- a formação dos órgãos sexuais internos já está quase consumada

4º mês

Mudanças relacionadas à mamãe
- a barriga começa a aparecer
- tanto o estômago quanto o intestino podem ficar mais preguiçosos
- você talvez já sinta os primeiros movimentos do bebê, "como um bater de asas de borboleta"

- Desenvolvimento do bebê

- o bebê se movimenta bastante e já consegue chupar o polegar
- momento de desenvolvimento dos cinco sentidos
- além de fios de cabelos, cílios e sobrancelhas, o bebê já tem unhas nos pés e nas mãos

5º mês

Mudanças relacionadas à mamãe
- como o ciclo de queda de cabelos é suspenso na gravidez, seus fios podem parecer mais grossos
- os movimentos do bebê são mais intensos

Desenvolvimento do bebê
- o bebê tem uma vida bem ativa: abre e fecha as mãos, dá cambalhotas
- nesta fase, ele também já enxerga, pisca os olhinhos e ouve

6º mês

Mudanças relacionadas à mamãe
- o corpo está mais suscetível aos inchaços. Portanto, procure se deitar do lado esquerdo e tenha cuidado com comidas salgadas
- você está armazenando gordura nos seios e no quadris

Desenvolvimento do bebê
- o bebê já tem papilas gustativas em funcionamento
- às vezes, tem soluços
- nesta fase, tem cerca de um terço do peso que provavelmente terá ao nascer

7º mês

Mudanças relacionadas à mamãe
- umbigo pode ficar saliente e alongado
- coração agora está trabalhando um quarto a mais do que antes da gravidez - pode se sentir cansada com mais freqüência
- já seios e quadris se apresentam bem maiores
- podem aparecer manchinhas marrons na face, conhecidas como cloasma

Desenvolvimento do bebê
- está ganhando peso e adquirindo formas de recém-nascido - o esqueleto enrijece cada vez mais
- geralmente o bebê já fica de cabeça para baixo 8o mês

8º mês

Mudanças relacionadas à mamãe
- seu peso vai aumentar mais que em qualquer outro período da gestação
- a vontade de urinar é ainda mais freqüente
- pode ter a presença de colostro, o primeiro leite bem rico em proteínas - os pés e os tornozelos podem inchar

Desenvolvimento do bebê
- já está grande demais para flutuar no líquido amniótico e quase pronto para nascer
- nesta fase, ele se encaixa na posição para o parto - seu sistema imunológico está quase todo desenvolvido

9º mês

Mudanças relacionadas à mamãe
- este é o auge da retenção de líquidos
- poderá sentir algumas contrações durante o período
- aparecem dores no púbis e na região lombar
- pode haver perda do "tampão mucoso"

Desenvolvimento do bebê
- nesta fase, ele está clinicamente pronto para nascer - seu peso pode variar entre 2,9 a 5 kg
- a freqüência cardíaca dele geralmente é duas vezes mais rápida que a da mamãe

Fonte; http://www.endometrioseprofunda.com.br/gestacao.html

 
 

quarta-feira, 9 de maio de 2012

PROCESSO DE FECUNDAÇÃO ATÉ A NIDAÇÃO

 

  

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Tudo começa no ovário, que é uma massa em ebulição lenta e constante. Dentro dele formam-se continuamente bolhas - os folículos dentro das quais amadurecem uns caroçinhos chamados oócitos (oo = ovo; cito = célula), que ao se desenvolverem transformam-se em óvulos. Folículo e oócito crescem lentamente, o primeiro um pouco mais depressa. Quando alcança o dobro de seu volume primitivo, o oócito começa a apresentar uma membrana espessa e elástica, chamada zona pelúcida. O folículo que circunda o oócito cresce também e se aproxima da superfície do ovário, já então com o nome de folículo de Graaf. E o oócito dentro dele passa a chamar-se óvulo. Finalmente, como uma bolha pastosa, o folículo se rompe na superfície do ovário (mas não estoura) e libera o óvulo na cavidade abdominal (ovulação). O óvulo vagueia livre, circundado por material folicular que o acompanha e envolve como um chumaço: a coroa radiada, formada por uma aglomeração de pequeninas células).

Durante o período imediatamente anterior à liberação do óvulo, ocorre uma lenta aproximação mútua do pavilhão da trompa e do ovário. Segundo parece, os dois órgãos tentam encurtar a distância espacial a ser percorrida pelo óvulo, no trajeto ovário-trompa. Simultaneamente, a trompa começa a exercer movimentos que a percorrem toda, em ondulações rítmicas, no sentido pavilhão-útero. Mas o fator mais importante na captação e movimentação do óvulo provém dos movimentos ondulatórios dos cílios que forram o interior da trompa. Daí resulta a movimentação dos líqüidos abdominais, numa corrente dirigida para a cavidade uterina. A trompa atua como um exaustor e tenta aspirar o óvulo, que não é dotado de movimento próprio. Com toda essa cooperação motora e orientadora, ainda assim o óvulo de vez em quando se perde e fica vagueando pela cavidade abdominal, onde, em casos raros, pode ser fecundado. Além disso, sabe-se que se uma mulher for dotada apenas do ovário esquerdo e trompa da direita, ou vice-versa, o óvulo contornará misteriosamente o útero, para penetrar na trompa do lado oposto. Os ovários em geral produzem óvulos alternadamente, mas nem sempre. E se um dos ovários for extirpado, a mulher continuará a menstruar todo mês, porque o ovário remanescente assumirá as funções do outro.

O ESPERMATOZÓIDE - Quando no orgasmo sobrevêm a ejaculação, o homem inocula na mulher de 2 a 5 centímetros cúbicos de esperma. Cada centímetro cúbico contém aproximadamente de 100 a 200 milhões de espermatozóides, às vezes mais, e cada espermatozóide mede em torno de 2,7 milésimos de milímetro. Ejaculados na vagina, lago seminal e alguns diretamente no canal do colo do útero, dezenas ou centenas de milhões de espermatozóides procuram sair do inóspito meio ácido da vagina, em rápidos movimentos ondulatórios de sua longa cauda. É a maior competição natatória do mundo. À velocidade média de 2 a 3 milímetros por minuto, os espermatozóides nadam até o colo do útero, transpõem o canal cervical, penetram no útero, nadam pelos líqüidos da parede uterina até a entrada da trompa e atravessam-na quase toda para interceptar o óvulo no terço externo do conduto, ou seja a região ampular, próxima do pavilhão da trompa. Todo o trajeto é feito em pouco mais de uma hora. Isso equivaleria ao esforço de um nadador que percorresse 1800 metros por minuto, numa extensão comparável à da travessia do Canal da Mancha. E de mergulho, porque os espermatozóides carregam consigo o próprio oxigênio. E mais: contra a corrente, na maior parte do trajeto.

Finalmente, atraídos por uma substância química que o óvulo libera, poucos destes espermatozóides chegam até ele, pois durante o trajeto, alguns morrem por serem mais fracos, outros perdem-se e muitos outros são mortos pelas células assassinas do sistemas imunológico da mãe, cuja função é destruir qualquer corpo estranho existente em seu organismo. Trabalhando em conjunto, os espermatozóides (alguns já dentro da zona pelúcida) começam a secretar uma enzima, cujo o efeito é romper a membrana protetora do óvulo, que se configura imenso: 85 mil vezes maior que eles.

Após um árduo trabalho, apenas um espermatozóide penetra o óvulo (o processo de penetração leva cerca de 20 minutos) e neste exato momento, uma contra-ordem elétrica se produz na membrana situada por baixo da zona pelúcida, que se fecha, impedindo a entrada de qualquer outro. Os que ficaram encravados na zona pelúcida ou na trompa, morrerão ao cabo de algumas horas. No momento da penetração, a cabeça do espermatozóide mergulha no óvulo. Mas a cauda, aquele precioso instrumento de locomoção, fica de fora. Já dentro do óvulo, a cabeça aumenta em quatro vezes seu tamanho original, abre-se e libera o núcleo que traz toda a bagagem genética do pai. Uma vez liberado, ele vai de encontro ao núcleo do óvulo, que possui a bagagem genética da mãe. No momento do encontro, os dois núcleos fundem-se e é produzido o amálgama cromossômico. O óvulo deixa de ser o que era e passa a se chamar "ovo" ou "célula-ovo" e o núcleo do espermatozóide deixa de existir. Podemos dizer que neste instante, nasce um novo ser.

Uma das coisas mais importantes que acontece durante a fusão dos núcleos é a definição do sexo deste novo ser. Tanto o núcleo do óvulo como o núcleo do espermatozóide carregam no seu interior 23 cromossomos, bastões microscópicos com todas as características biológicas. Da fusão dos dois núcleos resultam 46 cromossomos, dispostos em pares. Mas o último par é que irá definir o sexo do embrião: se for XX será uma menina; se for XY, um menino. O núcleo do óvulo é sempre portador de cromossomos X. Portanto, quem determina o sexo é o núcleo do espermatozóide: 50% dos espermatozóides carrega, em seu núcleo, um cromossomo X, os outros 50%, um Y. Assim, as chances de conceber uma menina ou um menino, são absolutamente iguais.

A CAMINHO DO ÚTERO - Aproximadamente vinte horas depois da fusão, ocorre a primeira divisão celular e a partir daí, a cada doze ou quinze horas, ocorre uma nova divisão. As células vão se dividindo exponencialmente: serão quatro, depois oito, dezesseis, trinta e duas e assim por diante. Este estágio é conhecido pelo nome de mórula. Enquanto ocorre essa divisão, o ovo caminha em direção ao útero guiado pelos cílios da trompa. Este tempo de percurso dentro da trompa é muito crítico, pois o novo ser, também está exposto aos ataques do sistema imunológico da mãe. Pesquisas revelam que um em cada três óvulos fecundados não evoluem para uma gravidez, isto é, ela não pega e o ovo é espontaneamente expulso durante as duas primeiras semanas, antes mesmo do atraso das regras. Inúmeras vezes isso passa despercebido para a mulher. A menstruação ocorre, podendo atrasar alguns dias e costuma ser mais abundante que o normal. Este abortamento natural poderia ser um mecanismo natural de defesa da nossa espécie, para impedir nascimentos de crianças prejudicadas por irregularidades na divisão celular, como por outros problemas com o ovo.

NIDAÇÃO - Dias após a fusão, o ovo, com as células ainda em multiplicação, faz sua descida ao útero e começa a procurar um lugar para se fixar. Nessa altura, um hormônio ovariano, a progesterona, já terá preparado o endométrio para alimentar o ovo, mediante suprimento adicional de glicogênio e outras substâncias nutritivas. Sem isso, dificilmente o embrião "vinga". Acontece às vezes de o óvulo fecundado acomodar-se na mucosa da trompa, e não na do útero. Ou mesmo, em casos raríssimos, em alças intestinais e outras mucosas. São casos patológicos (gravidez ectópica), em geral muito graves, por ameaçarem a vida da mãe. Normalmente, dentro do útero, o ovo se transforma numa bolha sólida cheia de líqüido. Por dentro desse globo, num dos pólos, aglomera-se um tipo especial de células, numa protuberância interna semelhante ao umbigo de uma laranja-bahia (do tamanho de uma cabeça de fósforo, porém). O ovo agora se chama blastocisto (blasto = que vai gerar algo; cisto = cavidade). Mais tarde, a parede do blastocisto, chamada trofoblasto, irá dar origem à placenta. A massa polar de células dará origem ao embrião. Quando o blastocisto finalmente faz contato com o endométrio, as células do trofoblasto atacam vigorosamente as células endometriais e as vão destruindo. Os elementos constituintes das células do endométrio servem para alimentar o blastocisto nesse estágio, que ataca tudo vorazmente, inclusive microscópicos vasos capilares da região. E o sangue da mãe começa a alimentar o filho. O blastocisto prossegue perfurando o endométrio, cava nele um verdadeiro ninho (de onde o nome nidação para o processo). O rompimento dos vasos forma lagunas de sangue que alimentam o blastocisto. O endométrio começa a transformar-se, num processo que se irradia circularmente do ponto em que o trofoblasto ataca, em geral a região mais alta do útero, mas nem sempre.

Em torno do sétimo ao décimo dia após a fusão o blastocisto fixa-se ao endométrio (momento culminante da nidação) e, finalmente, entra em contato com a mãe. Após a fixação do blastocisto, começa a formar-se o embrião, que toma esse nome três semanas depois da fusão. O endométrio recobre o blastocisto e forma em torno dele uma cápsula de tecido modificado. A modificação do endométrio chama-se reação decidual, porque o tecido endometrial se transforma em decídua ("que desce", ou cai), a ser expulsa no parto. A cápsula vai crescendo, dentro do útero, com o embrião dentro dela. É importante notar, portanto, que o embrião não se desenvolve dentro da cavidade normal do útero, mas dentro de uma cápsula hermética que, ao crescer, acaba por ocupar toda a cavidade uterina e dilatá-la. A razão disso é a necessidade de proteger o embrião ou feto contra qualquer contato direto com o exterior. Isso não aconteceria se o processo decorresse dentro da cavidade normal, que se comunica com a vagina através do canal do colo do útero.

O endométrio transforma-se em três tipos de decídua: a parietal que é a que continua a revestir internamente o útero nas partes ainda não atingidas pela cápsula onde se aloja o embrião; a decídua capsular, que envolve a cápsula; e a decídua basal (de base), que fica por baixo dela. O trofoblasto primitivo regride na decídua capsular e forma uma camada lisa por baixo dela, o cório careca. Junto à decídua basal, o trofoblasto se transforma em cório frondoso, de onde se originará a parte fetal da placenta. A decídua basal, par baixo do cório frondoso, dará origem à parte materna da placenta.

O âmnio é uma cavidade que existe primitivamente junto ao dorso do embrião, por baixo do trofoblasto. Ao crescer, acaba por envolver totalmente o embrião e, quando adere ao cório careca, que o reveste, forma a parede do saco córioamniótico, conhecido popularmente como bolsa d'água, que em geral se rompe na iminência do parto. A cápsula recoberta pela decídua parietal vai crescendo e ocupando uma porção cada vez maior da cavidade uterina, mas levará muitas semanas até ocupá-la totalmente.

Um aspecto importante de todo o processo de nidação é que o embrião está a salvo de contrações uterinas que poderiam resultar do ataque ao endométrio. O que o protege contra os movimentos, que poderiam expulsá-lo, é a ação da progesterona, secretada pelo corpo lúteo, a principio, e pela placenta depois. A progesterona inibe a contração das fibras musculares uterinas e contribui assim para maior segurança da gravidez.

 

Fonte: http://bruleite.e-familyblog.com/note/7248

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Início da Gestação



A liberação do óvulo na mulher (ovulação) ocorre aproximadamente 14 dias após a menstruação, variando de mulher para mulher e de ciclos para ciclos. Durante a relação sexual, no momento da ejaculação masculina, o sêmen que contém cerca de 200 a 600 milhões de espermatozóides é depositado no interior da vagina. Após os espermatozóides passarem pelo colo uterino e útero, eles chegam às trompas. Apenas um único espermatozóide penetra no óvulo que foi liberado pelo ovário.
Partindo-se do pressuposto que os espermatozóides têm um tempo de vida médio no interior do trato genital feminino de 72 horas (variando entre 2 e 7 dias) e que o período de fertilidade do óvulo é de 24 a 48 horas após a ovulação, a mulher pode engravidar tendo relação sexual entre 3-4 dias antes e 2-3 dias após a ovulação (período fértil). Este é o chamado período de alta probabilidade de gestação.

A fecundação (fertilização ou concepção) ocorre com a fusão ou encontro dos gametas feminino (óvulo) e masculino (espermatozóide), acarretando na constituição de uma nova célula, o ovo ou zigoto, que carrega características da mãe (ovúlo) e do pai (espermatozóide).
Cerca de 30 horas após a fecundação, inicia-se um processo de divisões do zigoto em 2 células, 4 células, depois 8 células e assim sucessivamente, é o começo da formação do novo ser... É o milagre da reprodução!

No final da primeira semana após a fecundação, inicia-se o processo implantação da massa de células formada (agora chamada de blastocisto) na parede uterina, processo chamado de nidação. A implantação se completa ao término da segunda semana após a fecundação. Não é incomum que durante este período a gestante apresente discreta perda sanguínea transvaginal. Isto é chamado de sangramento de nidação (fixação do ovo ao útero!).


Neste momento, dentro do blastocisto pode se diferenciar um grupo de células que constituem o disco embrionário, onde está se formando o embrião.

Embora você ainda não tenha desconfiado que está grávida, pois ainda não houve atraso menstrual, o seu bebê está começando a se desenvolver!!!

Como explicado em “dúvidas comuns da gestante”, as semanas após a fecundação determinam a idade embriológica da gestação (idade do embrião), a partir da qual o embrião é formado. Como não é possível, na maioria das vezes, determinar a data correta da ovulação e, consequentemente, da fecundação, convencionou-se datar a gravidez pelo primeiro dia da última menstruação (DUM), sendo esta chamada de idade obstétrica ou idade menstrual da gestação.

Assim, você deve contar quantas semanas a sua gestação tem a partir da data da sua última menstruação, caso você não saiba esta data, o exame ultra-sonográfico realizado no primeiro trimestre (até 12 semanas) da sua gestação servirá de guia para este cálculo!!

Falaremos a partir de agora em IDADE GESTACIONAL (IG), contada a partir da DUM (aproximadamente duas semanas antes da fecundação)!

Nutrição do ovo ou zigoto

O zigoto, início do desenvolvimento do seu bebê, não tem muitas reservas nutritivas, antes da nidação, sua nutrição depende de materiais existentes no interior da trompa (onde houve a fecundação) e do útero. Após sua implantação na parede uterina, os nutrientes serão obtidos a partir de materiais gerados pela destruição dos tecidos ao seu redor para que ele possa penetrar nesse local.

A nidação se completa ao final da 4ª semana de gestação. Neste período, ocorre o primeiro passo para o desenvolvimento da placenta. A placenta conterá tecidos maternos e fetais (é um orgão misto) e será responsável pelas trocas entre a mãe e o bebê.

No entanto, durante a 4ª e 5ª semanas de gestação a placenta ainda não é capaz de fornecer todos os nutrientes necessários ao desenvolvimento do embrião.

A Vesícula Vitelina secundária, que é formada na 4ª semana de gestação é a estrutura embrionária responsável por transferir o material nutritivo para o embrião, enquanto a circulação útero-placentária não está estabelecida. Ela é responsável pelas primeiras células sanguíneas e a primeira circulação do seu bebê.

Notando o atraso menstrual

A principal causa de atraso da menstruação em mulheres em idade reprodutiva é a gravidez.

O atraso menstrual é o sinal mais precoce da gravidez. Portanto, deve-se sempre pensar nesse diagnóstico em mulheres sexualmente ativas que apresentarem atraso menstrual, devendo-se procurar orientação médica para avaliação da melhor conduta a seguir.

É importante lembrar que gestação não é a única causa de atraso menstrual!

Diagnóstico laboratorial da gravidez

A dosagem da subunidade beta do hormônio coriônico gonadotrófico (ß-hCG) que é produzido pelo tecido trofoblástico (tecido embrionário que se forma), pode ser feita no sangue ou na urina da mulher grávida.

A quantificação do ß-hCG no sangue materno pode ser feita entre 3 e 4 semanas de gestação (portanto, antes mesmo do atraso menstrual), sendo mais segura que a dosagem urinária, a qual tem maior chance de dar resultados não verdadeiros.

Em uma gestação com evolução normal, a produção de ß-hCG dobra a cada 48 horas, alcançando níveis máximos por volta da 12ª semana de gestação. A quantificação do ß-hCG poderá ser útil para monitoramento da viabilidade de uma gestação inicial.

Diagnóstico por imagem (ultra-sonografia)

O diagnóstico da gestação pela ultra-sonografia só é possível pela via transvaginal entre de 4 e 5 semanas de IG. Pela via pélvica, esse diagnóstico é mais tardio, entre 5 e 6 semanas de gestação. Diagnosticar gestação inicial através da visualização do saco gestacional, não implica em afirmar a viabilidade da gestação. O uso da ultra-sonografia para diagnóstico e prognóstico da gravidez será discutido no próximo mês.

Modificações no organismo materno

A modificações no organismo materno só serão percebidas a partir do segundo mês de gestação. Começaremos a discuti-las com a progressão dos nossos textos.

Cuidados a serem tomados

Sempre que suspeitar de estar grávida, a partir de um atraso menstrual, ou por ter ocorrido falha no método contraceptivo utilizado por você, procure o seu médico obstetra para que ele possa orientar você quanto aos cuidados a serem tomados até confirmação ou não da gestação. Não tome nenhuma medicação sem o conhecimento do mesmo, evite esforço físico demasiado, não beba e não fume!


A sua tranqüilidade e felicidade são imprescindíveis para que seu bebê se desenvolva bem, para que sua gravidez transcorra sem complicações e você possa vivenciá-la em sua plenitude. E são esses nossos objetivos com o “Pré-Natal Virtual”!!!



Fonte: http://www.cpdt.com.br/sys/interna.asp?id_secao=4&id_noticia=238

quarta-feira, 2 de maio de 2012

O QUE VOCÊ PODERÁ SENTIR DURANTE A GRAVIDEZ


1) Corrimento: é um aumento da secreção vaginal, podendo ser branca e transparente. Não faça nada. Se surgirem manchas de sangue, coceira e secreção amarelada com mau cheiro, fale com o médico, pois poderá ser uma infecção, que deverá ser tratada com medicamentos receitados por ele.
2) Cãibras: podem ocorrer devido à baixa quantidade de cálcio no sangue. Geralmente ocorrem na coxa, no pé e na barriga da perna. Faça uma massagem bem firme no local por vários minutos. Flexione o pé para cima e pressione com o calcanhar. Se a cãibra continuar, procure orientação do médico.
3) Dor Abdominal: pode aparecer no inicio da gravidez, tipo cólica menstrual ou como fisgadas na virilha ao se levantar. Isso ocorre porque os ligamentos que sustentam o útero começam a se "esticar". Esta dor pode ser diferente no final da gravidez porque a cabeça do bebê se encaixa na cavidade pélvica, dando a sensação de desconforto na virilha e “peso para baixo”.
4) Prisão de Ventre e Gases: acontecem devido aos hormônios da gravidez provocarem um relaxamento nos intestinos, dificultando a evacuação. Procure fazer uma alimentação com bastante verduras e legumes, frutas como o mamão e a laranja (com o bagaço) e tome bastante liquido, principalmente água, para que o intestino possa funcionar com maior facilidade. Nunca tome laxantes sem receita ou orientação médica. Um bom laxante natural é a água de ameixa preta. Coloque 3 ameixas pretas secas em um copo com água, deixe de um dia para o outro e tome-o logo cedo.
5) Tonturas e Desmaios: podem ocorrer porque na gravidez a região onde está o útero tem necessidade de receber muito sangue, diminuindo a quantidade de sangue que vai para o cérebro, causando assim, tonturas e até desmaios. Para evitar que isto ocorra, evite ficar em pé por muito tempo, nem se levantar rápido demais de uma cadeira ou cama. Tenha cuidado ao sair de um banho quente, não use roupas pesadas no calor. Se você sentir fraqueza, deite-se sem travesseiros e levante um pouco as pernas (coloque travesseiros embaixo delas).
Alimentação muito espaçada causa queda de açúcar no sangue, provocando também tonturas e desmaios. Coma menos e várias vezes ao dia. Carregue sempre um saquinho de mel (vendido em bares, padarias) e tome-o nestas situações.
6) Acidez Estomacal (Azia): acontece porque a válvula da “boca” do estômago se relaxa durante a gravidez, deixando o ácido próprio do estômago voltar (subir) para o esôfago (tubo que vai da boca ao estômago), dando a sensação de queimação. Evite alimentos pesados, principalmente frituras e refrigerantes. Procure evitar alimentos líquidos ao deitar-se. Se você estiver muito incomodada com a azia, procure orientação médica. No inicio da gravidez a azia melhora com alimentos ácidos, como a limonada, temperos como o vinagre e o limão. Outro truque é ficar de pé ou andando por 15 minutos após as refeições.
7) Urinar Várias Vezes: porque com o aumento da quantidade de sangue na região pélvica provoca irritabilidade na bexiga e desejos freqüentes de urinar. Não faça nada neste caso, mas fale ao seu médico.
8) Enjôo: principalmente no período da manhã, que acontecem por causa das mudanças hormonais. O que você poderá fazer para melhorar é procurar comer alimentos mais leves, evitar frituras, comer em intervalos curtos (de 2 em 2 horas), tomar bastante líquidos e evitar se cansar demais, procurando também fazer os exercícios de relaxamento que aprenderá com a equipe do pré-natal. Truque para melhorar: pela manhã, antes de se levantar, coma 3 bolachas de água e sal. Use água morna para escovar os dentes.
9) Edema (inchaço): principalmente nas pernas e pés, podendo ocorrer no rosto e nas mãos. O inchaço é causado pelo aumento de líquido no corpo durante a gravidez. Para melhorar evite ficar de pé por muito tempo, coloque sempre que possível as pernas para cima (pelo menos 15 minutos por dia), evite comer alimentos muito salgados. Experimente substituir, por alguns dias, o jantar por uma refeição só de frutas (diurético natural). Se você notar que está inchado demais, procure orientação módica.
10) Manchas na Pele: principalmente no rosto e na barriga (linha Nigra: linha escura que vai do umbigo até a região pubiana). Estas manchas ocorrem também por causa das mudanças hormonais da gravidez. Tome sol somente no horário de 8 às 10 da manhã e das 16 horas em diante. O uso de protetor solar é recomendável.
11) Alteração no Paladar (gosto metálico na boca): também acontece por causa das mudanças hormonais no período da gravidez. Não há nada que se possa fazer, o sintoma passa naturalmente. O uso de bala de mel pode ajudar.
12) Infecção nas Vias Urinárias (cistite): também ocorre freqüentemente na gravidez devido a alterações hormonais que deixam a bexiga com maior facilidade de “pegar” uma infecção. Tome muito líquido e consulte seu médico. Não tome medicação sem orientação dele.
13) Cansaço: que muitas vezes pode ser por preocupação, falta de sono e no final da gravidez por causa do peso da barriga e do seu próprio corpo. Evite o excesso de atividades. Durma ou descanse sempre que puder. Faça refeições leves e freqüentes. Procure deitar cedo. Mantenha o hábito de fazer os exercícios de relaxamento que aprenderá com a equipe do pré-natal.
14) Dor nas Costas: porque os ligamentos que sustentam a coluna e o útero se relaxam e com o peso do bebê a dor tende a aumentar. A má postura pode piorar a dor. Procure seguir as orientações da equipe do pré-natal.
15) Falta de Ar: o diafragma é o músculo que separa o tórax do abdômen. Durante a inspiração ele abaixa em direção ao abdômen para ampliar (aumentar) o tórax. A presença de um útero aumentado pela gravidez dificulta este movimento do diafragma, dificultando a respiração e dando a sensação de falta de ar. Procure não se cansar demais, não fazer atividades em excesso e descansar sempre que possível. O uso de 2 travesseiros para deitar ajuda na respiração.
16) Varizez: é possível que você tenha varizes se há caso delas em sua família. Próximo ao fim da gravidez, a cabeça do bebê pode pressionar as veias pélvicas, causando acúmulo de sangue nas veias das pernas, deixando-as inchadas “. Se você permanecer muito tempo em pé ou sentada com as pernas cruzadas, piorará. O excesso de peso também pode piorar. Procure não engordar demais, fazendo uma dieta adequada, conforme falaremos adiante.

Fonte: http://www.ebb.com.br/mostrar_gestantes.php?ref=5

Nidação

NIDAÇÃO

NIDAÇÃO
Após a fecundação nas trompas, o óvulo fecundado inicia um caminho lento para chegar até o útero. Chegando ao útero ele precisa se fixar para que a gravidez possa evoluir, esse processo de fixação chama-se nidação.
O óvulo leva de 4 a 15 dias para chegar ao útero. E só após a nidação, que o corpo inicia a produção do HCG (Hormônio Coriônico Gonadotrófico), por isso é tão importante aguardar o atraso para fazer um teste de gravidez, pois antes disso o exame pode não marcar. Ou seja, não existe falso negativo e sim um teste/exame feito prematuramente.
Nesse período em que o óvulo se desloca até o útero, vai acontecendo a divisão celular, essa fase é chamda de mórula. E é nessa fase que o ovo fica mais vulnerável, pois os o sistema imunológico da mãe pode considerá-lo um corpo estranho e acabar atacando-o e o expulsando espontâneamente do corpo. Isso também pode ocorrer porque o organismo verifica que houve algum problema no processo de divisão celular, fazendo uma seleção natural, evitando assim que uma gestação com problemas continue.
Pesquisas indicam que de cada 3 óvulos fecundados, apenas um consegue chegar ao útero da mulher. Isso explica porque tantas mulheres demoram para engravidar.
O endométrio é parte importante para que ocorra a nidação, pois ele precisa ser proliferativo, ter um espessura entre 7 e 15mm e ter 3 camadas, pois só assim a nidação acontece de forma segura para o desenvolvimento da gestação.
A nidação pode ser visível ou não, podem ocorrer cólicas leves, pequenos sangramentos em sangue escuro, vivo ou bem claro, ou ainda um corrimento escuro ou caramelo. Esse sangramento ou corrimento pode ocorrer uma única vez, ou várias vezes, sempre em pouca quantidade. Pois nesse processo podem ocorrer pequenas descamações do endométrio.
Se houver um sangramento em maior quantidade, semelhante ao fluxo menstrual, pode ser uma deficiência de progesterona, uma gravidez ectópica e/ou um início de aborto, ou um pequeno descolamento do endométrio com a implantação que se não estiver espesso o suficiente poderá fazer com que a gravidez não evolua. Se a gravidez tem mais tempo, ou seja a nidação já aconteceu, pode ser um deslocamento de placenta. Por algum problema, o ovo pode acabar se aderindo a parede da trompa, o que produz uma gestação tubária e ocasiona sangramento. Então é sempre bom consultar o médico em qualquer dessas situações.
Só após a nidação pode-se considerar tecnicamente o início da gravidez, e a partir dela que inicia-se a formação da placenta.